| O futuro da inovação |
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Para Prahalad, a verdadeira inovação caracteriza-se por
ser um potencial jogo de mudanças. Ele vislumbra um futuro onde empresas de
ponta serão inovadoras em duas frentes: a primeira, co-criando valor com seus
clientes e tratando cada um deles individualmente. A segunda, utilizando
recursos de terceiros, especializados e espalhados pelo mundo, em vez de tentar
fazer a maior parte das coisas, elas mesmas, este que será o desfecho da
verdadeira integração global da cadeia de suprimentos.
A maior parte das empresas multinacionais ampliou sua rede de fornecedores mas
fez isso pensando em reduzir custos em vez de agregar valor, diz Prahalad. Ao
mesmo tempo, a maior parte das empresas sequer começou a “co-criar” valor com
seus clientes. Dessa forma, ela, Bridgestone, está se movendo, do modelo transacional de relacionamento com o cliente para o modelo “feito sob medida”. Os dados que ela acumula são compartilhados com os clientes para melhorar as operações deles e envolvê-los mais ainda no modelo. Prahalad também cita outras empresas, como a Apple, Google, ING, McDonald's, e Starbucks, bem como outras empresas de menor porte ou menos conhecidas, como instituições que estão na vanguarda desse modelo de inovação globalizada e personalizada. É verdade que o sistema é controverso. Um dos exemplos disso é a ICICI Prudential, que introduziu um sistema de seguros de vida na Índia precificado de acordo com a aderência do cliente a um programa de saúde. Ao aplicar o modelo a diabéticos, a ICICI Prudential monitora regularmente os níveis de açúcar no sangue do cliente, além de outras informações estatísticas, praticamente em tempo real, através de diagnósticos realizados remotamente. A ICICI organizou uma rede de fornecedores de serviços médicos, empresas farmacêuticas, empresas de diagnóstico e testes e até mesmo de academias de ginástica, para manter os clientes monitorados. Com isso, ajusta as taxas da apólice de seguro a cada duas semanas ou a cada mês, na medida em que a aderência do cliente ao programa também varia. Clientes que se mantém consistentemente numa faixa “ótima”, obtém as melhores taxas. E tudo isso associado a recomendações médicas, de nutricionistas, especialistas em fitness e outros profissionais dessa rede organizada para ajustar a medicação a níveis precisos e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
“A gestão do risco é uma responsabilidade comum dos médicos, da empresa de
seguro e do paciente”, diz Prahalad, para quem a ICICI fornece tanto um produto
do segmento da saúde quanto do segmento de seguros. Fonte: Portal HSM (www.hsm.com.br) Data: 04/09/2008 |


