Uma eterna promessa de Brasil Imprimir E-mail

O Brasil tem vocação natural para os negócios florestais, em função da natureza exuberante, quantidade e qualidade de terra disponível para cultivo, mão-de-obra com custo acessível, entre outros fatores. Porém, está longe de ser uma potência competitiva no setor madeireiro simplesmente porque vocação natural é diferente de vantagem competitiva e não podemos confundir os dois conceitos sob pena de sermos sempre uma promessa de país. A vantagem competitiva é sempre construída, jamais herdada.

 Apesar da grande e inestimável contribuição que o setor florestal já proporciona atualmente ao país, as questões cruciais relativas a seu desenvolvimento ainda são tratadas de forma inadequada tanto pela sociedade em geral quanto pelos governos.

A propagação da idéia conservacionista/ não-produtiva de floresta tem atrapalhado significativamente os avanços de pesquisas importantes de novas espécies para usos comerciais, novas aplicações de produtos madeireiros, novas tecnologias, entre outras. Além disso, essa visão que se propaga sobre a floresta intocada tem alimentado a ilegalidade, o contrabando e a miséria de populações inteiras que dependem da floresta para sobreviver. Junte-se a isso o fato de o País estar passando por uma crise de valores nunca vista, com a corrupção se alastrando feito erva-daninha em todas as esferas de poder.

Outro grande empecilho ao fortalecimento do setor florestal é o descompasso existente entre a legislação florestal federal e as estaduais. Tome-se como exemplo o Mato Grosso, estado que vem ocupando muito espaço nos jornais e revistas atualmente, graças aos absurdos que por lá têm acontecido, e se pode vislumbrar um cenário dos mais tenebrosos para os anos vindouros se algo de concreto e rápido não for feito.

O Brasil precisa escolher de uma vez por todas se deseja usufruir ou não de todas as suas potencialidades.

Patrícia F. Fanaya

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